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sábado, 2 de junho de 2012

De...Para

Simone Leal 

Se te uma coisa das várias as quais eu sinto falta da minha adolescência, com certeza é de receber uma carta. Hoje em dia o máximo que se recebe é uma mensagem toda abreviada no Facebook, dependendo da pessoa que enviou pode até ser especial, mas não tem o mesmo encanto e o charme de receber uma carta.

Receber aquele papelzinho todo decorado, enviado especialmente para você, era muito bom. Eu sentia muito mais as palavras, não meramente lia como acontece hoje. A carta  poderia vir das amigas e amigos ou de um namoradinho e nem importava o que estava escrito, poderia até ser frases idiotas do tipo ‘’Atravessei o oceano numa casca de limão, faço de tudo para ganhar seu coração’’. O importante era que aquela pessoa havia parado um instante da vida dela só para fazer uma carta, única e exclusivamente para você.

Além de receber, fazer uma carta também era muito bom, você usava o que tinha de ‘’melhor’’, até mesmo os intocáveis adesivos do seu caderno para enfeitá-la, fazia um verdadeiro carnaval com as suas incríveis canetas coloridas. E no final quem recebia ficava feliz. Parece bobagem, mas estas eram as coisas que nos faziam bem naquela época. Não que a velocidade e a agilidade que a internet proporciona para mandar uma mensagem por email ou em alguma rede social, não seja boa, mas eu ainda prefiro a boa, em desuso e velha carta.